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| SILÊNCIO Por que ficas assim, tão sem palavras, com essa quietude que a alma dilacera? Eu te entendo deveras, quando esbarras de encontro ao homem lobo, ao homem fera! Silêncio, a mudez que ora te invade fala aos que vivem, como eu, sozinhos, que procuram beleza, alacridade, mas não encontram flores, só espinhos... Quando pervagas na cidade inquieta, entre buzinas, palavrões, freadas, eu te entendo, silêncio, és poeta, que chora a dor, que ri das palhaçadas! Ambos vivemos: - alma irrequieta, esperança falaz, mal disfarçada, descobrindo o amanhã, como um profeta, e sonhando com a paz, tão desejada! Nós falamos a linguagem dos afetos, marcando encontro em meio à solidão, tu és o companheiro mais dileto, pois adentraste o meu coração! Nós formamos um par: o mais perfeito, que dispensa palavras e sinais, que defende a Justiça e o Direito, que condena atitudes desiguais! Silêncio! Silêncio! Vem comigo. Lutemos pelos mesmos ideais. Preciso muito conversar contigo, só tu me trazes segurança e paz! Silêncio. Volta aqui! Fala comigo! Não me abandones, por favor, jamais!!! |
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